Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas
boates, nos bares, levanta
os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo
mundo e
todo mundo é meu também´.
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos
beijos
descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem
aos
consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais
próximo e
reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e
rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja
seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo -
beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja
é preciso
comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do
descompromisso, como:
não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está
namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se
importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas
num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de
dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de
cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro
e ser
cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa
companhia
para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para
fazer e
receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas,
enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser
livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser
autêntico e se permitir viver um sentimento...
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Data de criação : 10/01/24 Última atualização : 12/04/18 20:56 / 38 Artigos publicados
